:: O Verdugo de si mesmo ::
Nome: Cara_estranho
Idade: 17 sofrimentos
Local: Fortaleza
Profissão: Estudante
Gosto de: Vinho, música e arquitetura
Não Gosto de: Pessoas
Ouço: Bauhaus, Beatles, Radiohead, Los Hermanos, Lou Reed, Pearl Jam, Oasis, The Cramps, MC5, Television, Muse, The Smiths, The Breeders, Hole, The Coral, The Strokes, Autoramas, The Hives, L7, Sonic Youth, Iron Maiden, Metallica, Janis Joplin, Midnight Oil, Depeche Mode, Aerosmith, Hellacopters, The Cure, Jesus & Mary Chains, Interpol, Psico Indie, 2Fuzz, Mary Poppins, Dago Red, 69% Love...
MIRC: #galeramster, #los_hermaniacos
E-Mail: dhamlet@bol.com.br
MSN: cara_estranho@msn.com
Passado
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Quarta-feira, Dezembro 31, 2003
Ei massa o que eu achei. O Marcelo Camelo com o Frank Jorge (ex-vocal do Cascaveletes).!!!
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Cara_estranho às 3:30 AM :: Solta o verbo:
Hehehehe!!! Domingo foi o show do Los Hermanos e como previsto foi perfeito. Sem contar com as sortes: a Bia era o ingresso 00001, os cinco reais do camarote eram só enrrolação ( a gente só sentava em um batente duro de madeira ). Mesmo com essas mazelas deu para eu refletir sobre a importância da banda em minha vida. Aí vai a lista doa músicas dos caras e as respectivas estórias:
*Último Romance ( Ventura ): a Bia, ei você sabe por que, não preciso falar.
*A Flor ( Bloco ): os encontros na calçada do Júlia Jorge, hehehehe.
*De onde vem a calma ( Ventura ): para meu grande amigo Leo. Esse cara tem calma mesmo, chega a me dar nos nervos, mas valeu só ele mesmo para me ajudar nas quebas de bêbados.
*Mais uma canção ( Bloco ): a Giove, você sabe que eu não gosto dessa música e vive cantando bem alto perto de mim, hehehe!!!
*Retrato para Iaiá ( Bloco ): o casal Eugênio e Danise, eu sei que ele peca na vontade, mas é engraçado.
*Quem sabe ( Los Hermanos ): o Marcelo, vulgo mulambo(mulambetes, para os íntimos) e finado(para os esquecidos).
*Bárbara ( Los Hermanos ): o Marcelo, conhecido como: nariz de poter, nariz ou snug.
*Aline ( Los Hermanos ): outro casal Cléber e Viviane. PS: Toda vida elel me pede para tocá-la, mas eu não sei!!!
* Um par ( Ventura ): o meu pai. Pense em uma duplinha dinâmica!!!
*Todo carnaval tem seu fim ( Bloco ): minha mãe. Para ela só o carnaval tem seu fim, a vida continua!!!
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Cara_estranho às 3:28 AM :: Solta o verbo:
Domingo, Dezembro 28, 2003
A minha sensação de estar sozinho é bem mais proveitosa e atrativa. Chegou a hora de me dedicar às novas amizades, as que eu conquistei esses ano, mesmo que seja distante não custa nada tentar.
Aqueles olhos esquerdo, aquele sorriso sacártico tirava minha afeição, minha alegria e logo tra tava de virar um desprezer.
Chega de dedicação inútil,
Chega de dedicações tolas,
Chega de sorrisos,
Chega de perder sábados e dominhgos com quem não faz o mínimo de eforço para me aceitar. Pensei que confiava em mim, pois eu confiava e eu sabia reconhecer os erros, não tem moral para me julgar.
Chega de falar sobre música, aliás não tem como discutir com pessoas bregas,
Chega de tudo.
Se diz que tá legal assim que esteja, não estenderei mais minha mão, sou muito novo, sou uma crinça e no meu mundo não cabem nem meus sonhos quanto mais os dos outros.
Sou idiota sim,
Sou burro sim,
Sou criança sim,
e vou continuar assim, pois me sinto bem assim, quando não me sinto dentro do meu corpo volto à tona e procuro espaço para respirar e mudo. Pelo menos não sou hipócrita, posso até ser, mas não sou cínico nem mentiroso.
Sou muito besta!
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Cara_estranho às 2:14 PM :: Solta o verbo:
Sábado, Dezembro 27, 2003
Ambiente úmido de lama e lodo. Chagas abertas, ratos, aranhas, morcegos e cobras. Bichos
assim caminham e rastejam sobre minha esperança. Cada vez que tenta tirar um deles a loucura
trata de tomar conta e me segurar. Olhos sangrentos, dentes quebrados, careca, sedento e
esfomeado. O frio paralisa toda a alma, drena os pensamentos e acaba com os sonhos. As
forças externas são maiores do que minha vontade. Meu desejo é ardente e infinito. A noite sua,
mesmo à brisa do mar. Sentir o coração parar de bater e tentar tocá-lo, arrancá-lo e substituir por
um que não te ama. Gostaria de um bem mais forte, um que batesse bem e não fosse como
esse. Essa dor só aumenta ao ver a ilusão do seu olhar. Sentir a frieza de sua vontade é como
deleitar a poesia de Byron e beber o puro vinho francês. Queria tê-la aqui comigo, mas não
consigo, sou fraco e te perco em meus braços, nas respirações e nos olhares. Demência minha
não te olhar, nem te desejar, procurar te pegar pelo braço e te levar ao longo de uma terra
magmática, sem podridão e cadáveres. Sem que haja eu dentro de mim, sem que haja, loucura
dentro de você. Longe de mim essa euforia de sentimentos tolos e esquecidos, longe de mim
essa ternura indiferente, longe de mim tua face exacerbada... Longe de mim você que eu queria
tão perto.
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Cara_estranho às 7:25 PM :: Solta o verbo:
Terror couple kill colonel - Bauhaus
His eyes were heavy
He carried a card
One couple questioned
The other discharged
Terror couple kill colonel
In his West German home
Three shots from three feet
Dragged himself to the phone
Terror couple kill colonel
Terror couple kill colonel
And as he lay there
Playing games with his pain
He felt his choice of jobs
Was such a mistake
He could have been a doctor
In a soft easy chair
Instead he chose three stars
A territorial affair
Terror couple kill colonel
Terror couple kill colonel
In his West German home
In his West German home
In his West German home
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Cara_estranho às 4:21 AM :: Solta o verbo:
Sexta-feira, Dezembro 26, 2003
Ah como eu odeio o Natal e o Ano Novo, poxa vida não exite nenhuma data tão porra como essas duas. De um lado eu chego e fico vendo crianças estéricas correndo, de outro vejo os adultos perguntando o que ela vão ganhar do Papai Noel( um puro estímulo ao capitalismo ), as crianças nem aí para os adultos, de outro aquele bando de bêbados sempre os mesmos: o chato, o besta, o palhaço, o mentiroso, o metido a gostoso. E eu, eu fico no meu canto, sendo obrigado a aturar aquelas baboseiras e aquelas músicas que os caras parecem que estão é chorando. Até que vem minha salvação, meu primo um coroa que entendo muito de som, mas até ele, depois de muitos anos desiste e acaba com minhas esperanças quando diz: porra, Diego, não aguento mais essas músicas de corno e de lamentações. Aí ele concorda comigo quando eu digo: pois é cara para que tanta lamentações se estão todos de barriga cheia, todos com seus filhos lindos e saudáveis e além do mais têm dinheiro no bolso. Pobre daqueles que não tem nem tem o que comer e não ouvem essas músicas bostas, e se ouvem possuem um por que para ouví-las. Porra cara, eu só queria um pouco de respeito e que me entendessem, que eu não sou igual aqueles todos que estavam ali. Eu não sou melhor nem pior do que eles, eu só sou diferente, não gosto daquilo. O pior é que querem me forçar a isso, mas eu não vou ceder, vou resistir até o fim, nem que o fim seja a morte.
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Cara_estranho às 12:47 AM :: Solta o verbo:
É porra agora é meu, agora tenho o melhor Cd da melhor banda gótica do mundo( In the Flat field). E não podia ser diferente, só poderia ter sido MEU AMOR que me presenteou. Sempre me surpreendendo, por que nem sei onde ela encontrou, pense numa raridade, quanto mais legítimo e lacradinho. Obrigado Bia!!!
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Cara_estranho às 12:26 AM :: Solta o verbo:
Domingo, Dezembro 21, 2003
Seu aspecto era branco, meio leitoso, porém nunca fora sem graça. Combinara perfeitamente com o vermelho sangue. Era com ela que se faziam bem, sorria e a pediam ajuda. Seu gosto, não sei, nunca sou se poderia beber( talvez não ). O estado de letalidade, forma me faziam delirar quando movia-se pelo meu corpo: subia e descia. O abrir e fechar dos olhos traziam outras nações, outros povos, outros mundos...outros eu's. Talvez não fosse necessário aquilo tudo, mas por um lado eu deveria, tinha medo do mundo das pessoas. Passava a olhar de lado, meio cambalenate, minha voz já não era mais a mesma. O mundo era tão ruim, e eu me tornara bem pior. Era sim, escolha minha, não queria que invadissem meu mundo, estava muito bem com ela. A perede lá em cima me enclausurava em um espaço só meu, faltava ar, mas me deixava tranqüilo. O frio, a sede, a dor se fundiam e dançavam o balé da morte diante de meus olhos. Um avalanche de pesadelos e gritos sem fim. Angústia e loucura demasiadamente forte sem ter como reagir. As pernas presas, a boca melada, o nariz escorrendo. Não conseguia levantar, estava derretendo. O vértice da solidão, dos desprezeres, da amargura. Um retrato trágico e morbido de lucidez perdida. Sentimento tardio e retardado, leve ou pesado, sujo, nojento, onde a morte é bem-vinda.
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Cara_estranho às 3:24 PM :: Solta o verbo:
TE PROCURO
(Bianca Jhordão, Rodrigo Brandão)-Leela
Finjo ser invisível pra não ter que te encarar
Afogo na piscina pra você me salvar
Tropeço na escada pra você me pegar
Crio mil feitiços pra tentar te conquistar
Eu só quero brincar com você
Tenho todos que quero
mas perco o ar
quando te vejo
Saio com seus vizinhos
só pra você me notar
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Cara_estranho às 4:40 AM :: Solta o verbo:
Sexta-feira, Dezembro 19, 2003
A hora vai chegar o dia também. Seu rosto refletido no espelho quebrado. Aquele que você mesmo quebrou. A cada tentetiva de conquistar a minha felicidade. Sua hora também chegou, o seu tempo acabou, mas pode conseguir voltar. A esperança que dou para as conquista diárias possuia a luz do seu sorriso, a melodia de sua voz. queria continuar resistindo, mas sua aproximação me afata, deixando um rastro de ódio e fome de carência. Todos seus sentimentos são subisidiários às minhas atitudes, às minhas necessidades. Queria dizer que poderia continuar assim, mas novamente olho para o seu rosto refletido no espelho. Ele insiste em guardar seu ódio ou talvez seu sinismo. Sem motivo de força foi por isso que não nos encontramos mais.
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Cara_estranho às 5:38 PM :: Solta o verbo:
Carinha triste
Sei que te incomoda essa
minha carinha triste
Mas ela só demonstra que
o amor ainda existe
Talvez a humildade tenha
sido meu defeito
Mas só me critica que
jamais amou alguém
Eu ando pelas ruas
cantarolo uma canção
La la la la la
tentando achar uma solução
Ja sei o que fazer pra
conquistar o seu respeito
Sem motivo aparente eu
lhe mandar no cú.
Carinha trise
Carinha triste
e todo dia vai raiar
eu sei, o amanhã existe
Tentei encarar a vida como um
momento sublime
Mas vi que ser feliz é
pior que cometer um crime
e assim vou convivendo com
a inveja e o preconceito
como pode digno alguém
que ja sorriu?
Carinha triste
eu não sei
lhe dizer
se eu estou fazendo o mal
em não fazer o mal
só sei
lhe dizer
eu estou fazendo o mal
eu me dou mal demais
Carinha triste, ou ou ou
Carinha triste, ou ou ou
Carinha triste, ou ou ou
Carinha triste, ou ou ou
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Cara_estranho às 7:03 AM :: Solta o verbo:
Ao meio-dia, na volta para casa, quando ultrapassei a rua, percebi que ele estava me olhando. De um jeito frio e calculista aroximara-se de mim. De frente a mim, ela também se aproximara, mas de um modo mais súbito. As formas como se aproximavam e me olhavam, causavam-me um certo constrangimento. Acho que eles se identificaram como minha situação: eu vestira a blusa do ódio, as calças da insatisfação, pisava com sapatos de ilusão e caminhava pela estrada do medo. Esse caminhar me fazia chegar a um lugar no qual eu, de maneira alguma, saberia qual importância teria para minha vida. Aquele casal, que quando eu olhava mais minúnciosamente eu tinha a impressão de não agora, mas a vida inteira eles caminharam comigo. O fato de não sabe o que fazer não me causava certa aflição, mas me deixava perdido e tornava minha mente hostil. Mas isso novamente não me importa, aliás não sei o que me importa. O jeito besta de encarar os fatos, ou sei lá o jeito sempre esquerdo de olhar os outros. Esse jeito carrancudo leva a idiotice e a falta de aceitação. Bem que eu poderia olhar para trás e mandar todos se fuderem, mas não corresponderia ao meu jeito de ser, não acho que mandando os outros se danarem vou conseguir com que me aceitem, pelo contrário só voltou estar descendo ao nível deles e perdendo minha razão. O mais impreesionante é que vejo a grande capacidade de ser inútil. Porém sei que essa situação não vai mudar. Esse é meu carma, minha praga, meu verdugo... Asim vou tentando levar com um sorriso que um dia não sei como vou mater e na frente de quem eu vou parar e para minha sorte ou azar como minha vida vai ficar.
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Cara_estranho às 6:47 AM :: Solta o verbo:
Terça-feira, Dezembro 16, 2003
O VENCEDOR (Los Hermanos - Marcelo Camelo)
Olha lá quem vem do lado oposto
e vem sem gosto de viver
Olha lá os que os bravos são escravos
sãos e salvos de sofrer
Olha lá quem acha que perder
é ser menor na vida
Olha lá quem sempre quer vitória
e perder a glória de chorar
Eu que já não quero mais ser um vencedor,
levo a vida devagar pra não faltar amor
Olha você e diz que não
vive a esconder o coração
Não faz isso, amigo
Já se sabe que você
só procura abrigo
mas não deixa ninguém ver
Por que será ?
Eu que já não sou assim
muito de ganhar
junto às mãos ao meu redor
Faço o melhor que sou capaz
só pra viver em paz.
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Cara_estranho às 12:24 PM :: Solta o verbo:
A Alma Buscada
Quando peso os prós e os contras
das coisas que meu amor encontra
uma boca curva, um punho de fogo
um cenho interrogativo, um belo jogo
de palavras tão batido quanto o pecado
uma orelha pontuda, um queixo rachado
membros longos, agudos e olhos oblíquos
nem frios, nem meigos, nem escurecidos
Quando então pondero usando a razão
nas superficialidades que satisfazem meu coração
sou surpreendida com tal banalidade
me maravilho com a minha normalidade.
DOROTHY PARKER
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Cara_estranho às 3:41 AM :: Solta o verbo:
Domingo, Dezembro 14, 2003
De novo ele está assim, ele que só falta cair, mas não cai está sempre disposto a abrir seu coração. O Pierrot está cansado de ser assim, ele não quer mais beber(esta farto disso tudo). Seu jeito mais egoísta que o prende e faz cometer um holocaustro em seus pensamentos. O desejo de correr e ter a sensação de não saber onde chegar e as noites mal dormidas e tão mal vividas. Esse Pierrot está se tornando egoísta e sem saco para pensar no acontece a sua volta e sem pensar ele magoa quem não deve. Talvez seja o início da loucura, mas como ele pode saber disso. Seu instinto aumenta, seu coração aperta a cada vez que ele se sente só e quando não se sente ele fingi o que não pode fingir, tentar entender o que não pode e o que não entede. Deixa, Pierrot, de ser tolo, procura crescer. Talvez você ainda seja uma criança querendo dar uma de adulto, e quando olha para a sua falange percebe que ainda é pequeno demais para esse mundo. Mas tente, Pierrot, deve tentar ser um homem que nunca foi, tentar não se esconder atrás desta máscara e esconder a lágrima que escorre em direção ao chão. Não desista de se apaixonar, mesmo que custe caro e venha a sofrer novamente, tente ser feliz, tente ter alguém e lute por ela, não faça papel de idiota e não negue suas idéias. Ei, Pierrot, mais uma vez, tente EU confio em você.
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Cara_estranho às 6:28 PM :: Solta o verbo:
Sábado, Dezembro 13, 2003
Será que somos sempre verdadeiros, se estamos sempre prontos para encarar nossas necessidades, faltas e culpas. Será que a conquista ou a realização de um sonho seria bem mais simples se fóssemos verdadeiros com nós mesmo ou até com os outros. Bem não tenho moral suficiente para julgar alguém mas sou fã daqueles que falam a verdade sou fã dele oh.
:: Postado por
Cara_estranho às 7:23 PM :: Solta o verbo:
Sexta-feira, Dezembro 12, 2003
Os primeiros raios de sol infiltraram-se por entre as nuvens, brilharam lá no alto e correram a terra e o céu. A neblina derramou-se em ondas pelos vales; o orvalho começou a brincar na relva; nuvenzinhas brancas e transparentes dispersavam-se apressadas pelo firmamento azulado. Os pássaros revoavam sobre a mata espessa e, sem rumo, gorjeavam felizes; folhas viçosas sussurravam radiantes e tranqüilas nas copas, e os ramos das árvores vivas mexeram-se lentos, majestosos, sobre a árvore tombada e morta.
Liev Tólstoi
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Cara_estranho às 4:58 AM :: Solta o verbo:
Quinta-feira, Dezembro 11, 2003
Meu novo blog sobre musica já tem o link inserido, visitem e comentem. Valeu!!!
Rock my soul
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Cara_estranho às 3:49 AM :: Solta o verbo:
Quando o dia surge e eu sinto a sensação de que tudo está errado, vou e me recolho ao meu quarto. Derrepente aquela onda nostálgica, um asco, um nojo e várias incertezas. Um modo frustrante de pensar é trancar a porta e tentar ler Nietzsche ou quem saber recordar a mais linda estória do amor gótico em Drácula de Bram Stoker. Seria melhor acompanhada de uma música, talvez "Have a nice day(Stereophonics)", mas porque ter um bom dia é sempre assim: a distância do meu mundo sempre pequeno em relação aos outros, a minha vida é tão inútil e eu sou tão inútil; quam sabe "Get free(The Vines)", não mas eu não sou livre, o sistema me corrompe e me torna preso; já sei seria uma boa pedida "Forgotten Years(Midnight Oil)" é essa seria a música ideal para o dia de hoje. Tanto tempo perdido, tantas pessoas perdidas, quantas palavras e gestos em vão, quanto peso, mas ainda sou muito novo(idaí) já vivi e vi muita coisa na minha vida, é como se eu fosse imortal. Ainda me lembro quando minha mãe dizia você vai ser padre, mas não dá mãe padres não escutam Iron Maiden ou Metallica e nem são tão loucos ou tão diferantes como eu. O meu destino ainda formulo, mas é só por distração. Talvez eu tenha feito a escolha certa, talvez eu tenha escolhido ser arquiteto e talvez eu tenha prefirido voltar a me isolar a esquecer os anos que eu achei que tinham sido bons. Para mim aquelas cansadas nas calçadas de dia de sábado não voltem a acontecer. Quero voltar a ficar recluso em meu quarto, em meu mundo, não quero ter que conquistar a confiança de ninguém - nem preciso - ao meu lado terei meus livros, uma boa música, terei coragem de falar a meus pais que fumei durante um tempo e agora voltarei a fazer isso,(mesmo sabendo que pode acabar comigo), estarei com um bom vinho ou um baratinho e quando a noite chegar ficarei andando pela cidade, pelo meu bairro, mas agora só por que ele não estará mais lá para conversarmos. Talvez eu vá mesmo para França e lá tenha uma vida desgarrada e louca, talvez venha gótico ou meio punk talvez de terno e gravata ou com o cabelo raspado, mas eu sei que voltarei só, assim será melhor. Não quero pensar, só quero ter a certeza de que a vida é apenas umas férias no meio da morte. Possivelmente eu ficarei um velho ranziza e me contradiga mais do que já faço hoje. Não quero que sintam pena ou compaixão. Quero conversar com Ibsen, Dostoiévisk, Descates, Nietzsche, Maiakóvisk e Lenin, talvez me junte a Che Guevar e tente fazer uma revolução na tentativa de unir o céu e o inferrno, por que por mais que pequemos, somos iguais: o bem e o mal nos habitam. Quero chegar lá encontrar com Robert Smith( dizer que acho ridículo aquele batonzinho que ele usa), Jim Morrison(perguntar como realmente ele morreu ou por que nunca teve uma casa), Patrick Morrisey(dizê-lo que admiro sua força e personalidade a declarar que era homossexual), John Lennon(perguntar se ele realmente acreditava que o mundo um dia seria um lugar bom para se viver), Thom Yorke(dizer que aquele Amnesiac é uma bosta), Marelo Camelo(falar que gostaria que eles ainda tocassem Ana Júlia) e Joe Ramone(falar que tinha ganhado um blusa deles, mas sempre tive vontade de rasgar porque detesto Ramones). Talvez entrar no Metallica no lugar do Cliff Burton, poque seria melhor do que ele, talvez formar uma dupla com Paul Simon, talvez ser empresário de uma banda com Jimi Hendrix na guitarra, John Bonan na bateria, Cliff Burton no baixo e Janis Joplin no vocal. Talvez seja eu demagógico, talvez me entorpeça e isso seja um segredo e agora eu esteja contando. Gostaria de beber e escrever poesias com Álvares de Azevedo, Charles Baudeleire, Lord Bayron, Victor Hugo ou Vinícius do Moraes, ter ido para a cama com Chicholina, ou com Marilin Moroe, quem sabe com a Madona, ou talvez com Brain Molko...isso não importaria, hoje eu estaria morto mesmo, mas teria em minha lápide escrito o nome de todos que passaram por minha vida.
:: Postado por
Cara_estranho às 3:42 AM :: Solta o verbo:
Quarta-feira, Dezembro 10, 2003
O que é felicidade? É um pouco difícil responder esta e mais outras
perguntas. A necessidade de se sentir feliz, a busca por algo que nos
faça sentirmos melhor, torna-se demasiadamente obsessivo, nutri o
desespero, a dor e desesperança criando um sentimento reverso. Pouco
importa se a felicidade está próxima ou se tem que procurar, embora que
mais um pouquinho, o que importa é não sentir a necessidade de
encontrá-la em um amigo, em uma namorada, em uma conversa com um bêbado
ou um uma noite em um puteiro. Seria bem fácil um bom-dia, um como você
está ou um senta aqui hoje eu quero conversar e tentar te conhecer um
pouquinho mais, saber por que você age assim, por que você ma afasta
tanto. Tenho seria um desafio bom demais poder me dedicar mais a você.
Não, mais o mundo não age assim, é sempre uma cara ruim, e até parece
que um ¿oi¿ morde ou dói. Eles não sabem o que é sofrimento suficiente
para enteder-me. Acham que não sentem a necessidade de se aproximarem,
mas pode ser medo ou talvez eles nem saibam da importância de suas
ações para o outro. Não, eles não sabem que esse bom-dia, essa pequena
palavrinha como outras tão fáceis de serem pronunciadas, fazem tanta
diferença. É essa indiferença, esse medo de confiar, ou de julgarem que
não somos capazes que nos tornam tão medrosos para um futuro incerto e
fazem com que a idéia de que o futuro vai certamente como eu acho que
sei é melhor que minha vida acabe agora, não dure mais nenhum minuto
que é para fugir de tudo que me dói. É sim, é fraqueza, é fragilidade,
mas e daí quem nunca pensou assim. Quem me dirá que sempre foi forte,
que nunca trancou-se ao quarto e passou noites e noites chorando? Quem
afirmará será o mais fraco de todos, pois não foi homem suficiente para
reconhecer que chora. Mas sabe, chorar não lhes deixam menos homens do
que ninguém, porque chorar é bom e cada choro cria um cala, uma
lembrança e,mais do que isso, mostra que podemos aprender e que
superamos mais um obstáculo!!!
:: Postado por
Cara_estranho às 4:34 AM :: Solta o verbo:
Targo nas mãos a lâmina dos anos
Que passaram por mim tragando sonhos
Sementes de um passado sem memória
Inúteis fragmentos de silêncio.
As velhas alegrias disfarçadas
Tato sombras em meu rosto pálido.
Sorrio amargo, o limo transparente.
Refletido nos dentes amarelos
Meus olhos baços já não sonham luzes
Sob o cantar monótono do vento:
Palavras surdas nos meus ábios cegos
Antúrios se renovam no meu peito
E de meus braços pendem sensitivas.
Nos pés carrego o peso destes sonhos.
:: Postado por
Cara_estranho às 4:32 AM :: Solta o verbo:
Hier, la nuit d'été, que nous prêtait ses voiles, Était digne de toi, tant elle avait d'étoiles!
Victor Hugo
:: Postado por
Cara_estranho às 4:31 AM :: Solta o verbo:
Boêmios (fala de Nini, primeiro ato)
Quero a ti dedicar minha obra-prima...
Irás junto comigo à eternidade!
Teu retrato porei no frontispício.
Meu poema será uma coroa
Que as nossas frontes engrinalde juntas.
Álvares de Azevedo
:: Postado por
Cara_estranho às 4:30 AM :: Solta o verbo:
Sábado, Dezembro 06, 2003
CARA ESTRANHO (Marcelo Camelo)
Olha só, que cara estranho que chegou
Parece não achar lugar
no corpo em que Deus lhe encarnou
Tropeça a cada quarteirão
não mede a força que já tem
exibe à frente o coração
que não divide com ninguém
Tem tudo sempre às suas mãos
mas leva a cruz um pouco além
talhando feito um artesão
a imagem de um rapaz de bem
Olha ali quem está pedindo aprovação
Não sabe nem pra onde ir
se alguém não aponta a direção
Periga nunca se encontrar
Será que ele vai perceber
que foge sempre do lugar
deixando o ódio se esconder
Talvez se nunca mais tentar
viver o cara da TV
que vence a briga sem suar
e ganha aplausos sem querer
Faz parte desse jogo
dizer ao mundo todo
que só conhece o seu quinhão ruim
É simples desse jeito
quando se encolhe o peito
e finge não haver competição
É a solução de quem não quer
perder aquilo que já tem
e fecha a mão pro que há de vir
:: Postado por
Cara_estranho às 8:57 PM :: Solta o verbo:
Mais uma vez quando a noite chegava "ele" surgia. Em uma sombra deformada subtraia as possibilidades de encontrar a paz. Seu sentidos, suas caminhadas já não tinham o mesmo valor de quando possuia a fonte de sua juventude. O sangue que escorria por suas veias precisava ser reposto. As mulheres que possuíra já não estavam em sua cama, seus amigos morreram, seu filho também, sua mulher-uma puta desvairada- deveria estar com alguma doença(maldita hora em que ele a possuíra). Pressisava de novo sangue, novas mulheres, novos amigos, isso ele ainda poderia conquistar, mas seu filho não. Os seus únicos companheiros eram:seu cachorro, mas pobre deste que não podia falar uma palavra, mesmo que quisesse; a noite, que o cobria com a luz da lua; o mar, que servia de espelho como lembrança de sua desgraça e sua velha espada. Esta sim era sua real companheira, sempre do seu lado direito o ajudava a livrar-se de suas pertubações, mas ele saberia que até ela o trairia, pois era afiada e brilhate e sempre o trazia sofrimento por mostrar sua face deformada. O sol mostra seus primeiros e faz com que "ele" suma daquele lugar. Seu sumisso não foi repnetino, foi como ele esperava, pela traição da sua espada.
:: Postado por
Cara_estranho às 8:53 PM :: Solta o verbo:
Quarta-feira, Dezembro 03, 2003
Ídolo de uma geração perdida
A obra de F.Scott Fitzgerald é uma perfeita
mistura de ironia, arrependimento e prazer lírico
"Precisamos decidir como podemos ser valiosos, em vez de pensar em quão valiosos somos."
Trecho de O Grande Gatsby
1925
Eu completava trinta anos. À minha frente, estendia-se a estrada portentosa, ameaçadora, de um novo decênio.
Eram sete horas quando nos metemos com ele no coupé e rumamos para Long Island. Tom falava sem cessar, exultante, a rir, mas sua voz estava tão distante de Jordan e de mim como o vozerio nas calçadas ou o tumulto, sobre nossas cabeças, do "elevado". A simpatia humana tem seus limites, e estávamos contentes de deixar toda aquela trágica discussão dissipar-se com as luzes da cidade, que ficavam para trás. Trinta anos... A promessa de um decênio de solidão, uma lista cada vez menor de companheiros solteiros, uma súmula cada vez mais reduzida de entusiasmo, os cabelos cada vez mais ralos... Mas ali estava Jordan a meu lado, uma criatura que, ao contrário de Daisy, era demasiado sensata para conduzir consigo, de uma época para a outra, sonhos já quase esquecidos. Ao passarmos pela escura ponte, seu rosto pálido se recostou-se preguiçosamente em meu ombro, e o formidável golpe dos trinta anos extinguiu-se à pressão tranqüilizadora de sua mão.
E assim prosseguimos, através do fresco crepúsculo, em direção da morte.
:: Postado por
Cara_estranho às 2:30 AM :: Solta o verbo:
Segunda-feira, Dezembro 01, 2003
E Então Que Quereis?...
Fiz ranger as folhas de jornal
abrindo-lhes as pálpebras piscantes.
E logo
de cada fronteira distante
subiu um cheiro de pólvora
perseguindo-me até em casa.
Nestes últimos vinte anos
nada de novo há
no rugir das tempestades.
Não estamos alegres,
é certo,
mas também por que razão
haveríamos de ficar tristes?
O mar da história
é agitado.
As ameaças
e as guerras
havemos de atravessá-las,
rompê-las ao meio,
cortando-as
como uma quilha corta
as ondas.
:: Postado por
Cara_estranho às 3:29 AM :: Solta o verbo:
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