:: O Verdugo de si mesmo ::


Sobre Mim

Nome: Mr. Writer


Spleen: A solidão de ser o que ele não é... A solidão por ser o quê esperam que ele seja.


Local: Fortaleza


Heautontimorumenos

Pois eu não sou um falso acorde
Nesta divina sinfonia,
Graças à voraz Ironia
Que me sacode e que me morde?[...]
[...]Sou o vampiro do meu coração,
- Um desses mais abandonados
Ao riso esterno condenados
E que nunca mais sorrirão.
(Charles Baudelaire)

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Domingo, Fevereiro 27, 2005



Muse - Stockholm Syndrome

I wont stand in your way
Let your hatred grow
And she'll scream and she'll shout and she'll pray
And she had a name yeah she had a name

I wont hold you back
Let your anger rise
And we'll fly and we'll fall and we'll burn
No one will recall, no one will recall

This is the last time i'll abandon you
And this is the last time i'll forget you
I wish i could

Look to the stars
Let hope burn in your eyes
And we'll love and we'll hate and we'll die
All to no avail, all to no avail

This is the last time i'll abandon you
And this is the last time ill forget you
I wish i could

This is the last time i'll abandon you
And this is the last time i'll forget you
I wish i could
I wish i could



:: Postado por Cara_estranho às 1:04 PM ::
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Sábado, Fevereiro 26, 2005



"Será que nada valeu a pena, mesmo depois de tanto tempo?"
O menino pensava, enquanto a reunião, com os outros membros da gangue, continuava a murmurar em seus ouvidos. Aquele punhado de terra que ele tinha roubado junto com os diamantes, por uma hora, virou ouro (assim ele pensou). Um ouro sem brilho. Não adiantava ter ouro sem briho. Ele, apenas, bateu a mão contra a mesa e derramou todo o falso ouro. Virou as costas e saiu para um destino imaginário.



:: Postado por Cara_estranho às 11:20 PM ::
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Domingo, Fevereiro 13, 2005



Eu perdi minha virgindade. Eu perdi minha virgindade espacial no momento do meu nascimento. Poxa! Eu estava dentro da barriga da minha mãe, com todo aquele aconchego, todo aquele silêncio e todo aquele ar que me deixava quentinho.

Eu perdi minha virgindade. Eu perdi minha virgindade moral, quando colocaram minha primeira fralda. O motivo: ficar pelado é feio.

Eu perdi minha virgindade. Eu perdi minha virgindade visual, quando tive que abrir meus olhos, logo muito cedo, e pude me deparar com todo aquele sol e com todos os rostos deformados daqueles que me rodiavam.

Eu perdi minha virgindade. Eu perdi minha vigindade auditiva quando escutei aquelas pessoas dizendo "olha que coisinha linda, parece com a mãe, não, parece com o pai... com a tia, com o tio..."

Eu perdi minha virgindade. Eu perdi minha virgindade mental, quando me ensinaram, não sei lá de onde, o que era o certo e o errado. A partir daí já não pensava só, sempre tinha que ligar para as afirmações dos outros.

Eu perdi minha virgindade. Eu perdi minha virgindade social, quando percebi que: por causa do meu capricho ou orgulho de não querer comer isso ou aquilo acabava estragando a comida, muitas pessoas passavam fome!

Diante de tantas vezes deparando-me com perdas, vejo que estou prestes a perder minha virgindade, mas essa é a soberana. Eu perdi minha virgindade soberana desde quando um tal E.U.A. acha no direito de entrar no meu país fazendo o que quer e ainda mais pensando ter o direito de assim se fazer. Eu perdi essa virgindade, desde quando nós cruzamos os braços para nossa dignidade!!!



:: Postado por Cara_estranho às 3:08 PM ::
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Sábado, Fevereiro 05, 2005



"A fé de Maria excedeu a de todos os homens e a de todos os Anjos. Em Belém, viu seu Filho no estábulo, e n'Ele acreditou como Criador do Mundo. Viu-O fugir de Herodes e nunca a sua Fé hesitou em ver n'Ele o Reis dos Reis. Viu-O nascer e acreditou que era o Eterno. Viu-O pobre, de tudo, e acreditou n'Ele como Senhor do Universo. Viu-O reclinado nas palhas e adorou-O como Onipotente. Viu-O sem pronunciar palavra, e acreditou que Ele era a Sabedoria Eterna. Ouviu-O chorar e reconheceu-O como a Alegria do Paraíso. Viu-O, por fim, morrendo, exposto a todos os insultos, pregado na Cruz e, embora a fé de todos vacilasse, Maria perseverou na crená inviolável de que Ele era Deus."

Trechos de Afonso de Ligório



:: Postado por Cara_estranho às 5:29 PM ::
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Terça-feira, Fevereiro 01, 2005



O mundo virtual, assm como o mundo real, é falso. Falso como o olhar de caridade de um homem para um mendigo. Parabéns... Muitas felicidades... Mas eu não te conheço... Faz mal não, eu aceito assim mesmo! As palavras são falsas. São falsas como quem as escreve aqui, e falso, também, aqueles que, aqui as ler. Para continuidade tem muitos caminhos, para a longevidade muitos cosméticos; para cada dor, vários remédios (depende da escolha de cada um). A vida sempre se torna um sorriso, embora que maquiavélico. Meninas brincam com suas marionetes e mais parecem as futuras donas de casa que, futuramente, são reprimidas pelo seu próprio feminismo... Bingo!!! Mais uma vez é falso. É todo aquele falso que diz não prender-se. Sou todo falso... Plantando minhas florestas de "falsas árvores de plástico" em frente a um pseudo-mundo real.



:: Postado por Cara_estranho às 3:39 AM ::
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