:: O Verdugo de si mesmo ::


Sobre Mim

Nome: Mr. Writer


Spleen: A solidão de ser o que ele não é... A solidão por ser o quê esperam que ele seja.


Local: Fortaleza


Heautontimorumenos

Pois eu não sou um falso acorde
Nesta divina sinfonia,
Graças à voraz Ironia
Que me sacode e que me morde?[...]
[...]Sou o vampiro do meu coração,
- Um desses mais abandonados
Ao riso esterno condenados
E que nunca mais sorrirão.
(Charles Baudelaire)

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Domingo, Abril 30, 2006



Não virei mais aqui buscando filosofias inúteis ou pensamentos vazios e de falsas lamentações. Aliás, nem possso dizer que todas as minha lamentações foram falsa, acho que foram até menos do que deveria. Acredito que durante muito tempo, aguento mais calado do que deveria aguentar, mas também, com que eu deveria gritar? A que se denuncia os problemas da nossa vida. Seria até bom de tivesse uma espécie de Decon ou Procon para que pudéssemos reclamar do que a vida nos apronta. É, as vezes acho que não sou bem-vindo em alguns lugares, tenho, por uns momentos, até que a certeza. Não que acredite viver em uma Teoria da Conspiração, mas é que as pequenas coisa, exatamente as pequenas, assim como os piolhos, a poeira, os atómos... são elas as responsáveis pela perda de um dia, de uma semana ou qualquer coisa que eu ainda imagine ter. Também é curioso isso TER, nem sei mais o que é isso, afinal perdi tanto que nem sei mais o que venho a ter. Eu sei que não é nada fácil viver como eu vivo e vivi, não é nada fácil ser quem eu sou. Ainda hoje eu pensei em propor a lguns dos meus amigos para passarem a experiência de viverem como eu vivo ao menos uma semana, mas sei também que as pessoas têm problemas, sei também que os meus são mesquinhos na fente de outros, mas ainda são meus, ainda tenho que encará-los, e Deus dá a cruz conforme a gente pode carregar.
Amanhã não vou mais acordar com aquela musiquinha da Xuxa, cantando os parabéns, até mesmo por já ter que completar 20 anos, mas também isso não é problema, afinal a gente nunca cresce para os nosso pais. POssivelmente nem tenho qu mais idade para que eles digam o que eu quero ganhar... Isso realmente seria importante para mim, eu bem que poderia começar a pensar no que eu gostaria de ganhar: talvez um pônei, talvez um kart ou então uma mini-moto. Era sempre isso que eu pedia, mas não penso que seria melhor de outra forma. Talvez, acordar e pedir um pouco mais de atenção, talvez um pouco de carinho, talvez um beijinho na cabeça e a pergunta: Cadê a benção do pai e da mãe? Pensando bem, eu queria um pouco de paz, um pouco de tempo para pensar em tudo que aconteceu na minha vida: os porquês, o quando, o onde. Eu bem que queria voltar no tempo, embora nõ fosse mudar muita coisa. É ilusão achar que, se pudéssemos voltar no tempo, iríamos mudar alguma coisa. Eu sei que o poder de mudar o passado está em melhorar o futuro, mas dinheiro no mundo paga isso. Amanhã, eu queria acordar, ficar bem destes males, queria ter muito mais paz, queria menos preconceito comigo, mas acima de tudo, eu queria acordar junto da minha mãe e do meu pai.



:: Postado por Cara_estranho às 7:26 PM ::
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